Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2025

MANUAL DO NÃO BRADADO

Imagem
  O arranjo chegou ao castelo. Correr contra a porta não importa Mesmo anjos e martelos Quando há pompa, trompa esgota Não conseguem ajudar. A derrota do exército incandescente Pelas mãos de um samba paciente Que faz do ringue, suingue E do estilingue, repente. E de repente as “languages” E sua falange bélica Embora fosse épica Na ótica empírica A ideia lírica É a melhor passagem. Porque a vida e sua inércia Seja caldo ou cauda Seja flora ou fauna Mocotó ou persa, A vida nos dá. Descobrir-se de aqui, Desdobrar-se dos nós, Desbravar-se de si, Dez calibres do algoz, Onde o círculo da cólera É rompido pela cócega Que a vida nos dá. E no meio da barriga, A mil léguas da barricada O recheio de toda briga É uma régua desnorteada Porque lá é diferente de ali. O amor é um lar Construído pra vir Ou é qualquer lugar Para seu trailer ir Se a tristeza for cá Vou no samba dali Não adianta chorar, A vida é aqui.

SOLITUDE

Imagem
      Dizem que nascemos e morremos sozinhos, e passamos a vida com as pessoas. Mas e aquele 1/3 de sono tranquilo? Não estamos sozinhos? A sabedoria descende do erro. Ela é neta dele. Por ironia do destino, também conhecida como desfaçatez do tempo, quando ela nos alcança, somos nós que já estamos com idade para sermos avós. De todo modo, um sábio, amoroso e errático disse certa vez que havia dormido por volta de 20 anos. A implacável e inoxidável matemática não falha. Você passou 1/3 da sua vida dormindo solitariamente. Ainda que o capitalismo arredonde os números sempre para menos, e que a ciência, conhecida também como saúde, pesquise na velocidade da luz os efeitos, possibilidades, caminhos e impactos de um sono A para um sono Z, dormir é uma solidão com S maiúsculo. Bem-aventurado àquele que adormece como Lewis Hamilton dirige. Para os que carregam lanças, escudos, espadas e catapultas nos cerebelos, as noites fedem a solidão. Minutos tortuosos e horas torturan...