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Mostrando postagens de janeiro, 2026

É PRECISO SER FRANCO?

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 foto: Matheus Gasconi / Alambique FC      Quando o goleiro do Benfica faz um gol   de  cabeça no último lance de uma partida   contra  o maior campeão do torneio, o esporte   respira.  Romper com o sofrimento por meio   da esperança são vírgulas de um texto bruto,   cujas almas logo intitularam de “vida”. É   preciso ser franco! Nada sei sobre a história do Benfica, ainda. Devem haver trechos problemáticos e condutas questionáveis, pois a história do mundo revela que onde há euro, há oneração; e bem, fica para depois a história do time português.       Eufemismos à parte, é preciso ser franco. A real história do superestimado time espanhol é toda enredada com proximidades à ditadura do, rufem os tambores, Francisco Franco. A relação entre o clube e o fascismo espanhol fora umbilical. A construção do time no maior campeão da UCL, passou intrinsicamente pela proximida...

PEDIRAM-ME VERSOS ÚNICOS

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  Pediram-me versos únicos Cuja inspiração haveria de ser trágica Recorri à Universidade pública E descobri que meus dentes lúdicos São lindos e homicidas, Pois mastigam milhões de vidas Ao rir de um verso pútrido Em linhas universais O texto de um mundo cínico Tritura e arrota paz Costura no tempo físico As leis que evaporam Enquanto os reis deságuam Todo e qualquer líquido Se lambuzam, não lembram, não limpam Em Terra de pólvora O mês sempre é rígido Senhores feudais e horrores do fígado Se acham leais e legais, Se veem leões de lindo rugido Em Terra de peçonhento Os loucos letais serão aplaudidos Os amigos emudecem, e no máximo trazem Verbetes ao violento E o tema da Unicamp Cai rumo ao esquecimento O lema do Unitrump É sumo há muitos ventos Em Terra de víbora Um mole diz sem rodeio Em Terra de víbora “Enterra sua filha ali, Aqui já está cheio”. Em Terra de sádico Ratos roem roupas, rios, recheios Sem frase, sem frade, sem freira, sem freio a eles, Roma, a elas, arreio Em Terra ...

CONTEXTO

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      O primeiro passo de um ano é contextual. O primeiro passo de um ano é muito parecido com o último. Fazer da blusa cobertor é dar sentido ao objeto. Assim sendo, canhotos, destros e os que “chutam com as duas”, abrirão seus respectivos compassos contextualmente, e o primeiro passo do Campeão Corinthians na temporada 2026 é uma prova disso.      É impossível dizer se seremos ou não campeões mais uma vez. Contudo, somos sim os campeões; atuais campeões da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. O reencontro entre time e torcida após a épica volta olímpica no Maracanã foi um espetáculo desafiante. E por falar em volta, a histórica “voltinha” aplicada por Breno Bidon em Cauã Barros no lance decisivo da final contra os “porcos do Rio”, alçou para o despertar de uma parte dorminhoca da nossa torcida. Porra, “tava na cara”! Óbvio que o menino se tornaria um “jogadoraço”! A sagacidade, técnica e refino do jovem para jogar em nossa estreia no Campeonato Paulis...

O PROJECIONISTA

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         Uma pacifista premiada aplaudindo uma série de violências. É isso mesmo que você ouviu. A distopia atingiu níveis hemorrágicos para os que pensam e a verborragia realmente não tem fronteiras. O mundo que pensávamos conhecer já não existe. Os mercadores de sonhos cosmopolitas, multiculturais, multilaterais e pacíficos estão à beira da morte. De tanto comercializar sonhos mentirosos e escolher seus momentos de sono, a Bela Adormecida foi embalada para sempre. Ela dorme nas profundezas de um passado que jamais foi presente, e quem dirá futuro. As saídas de emergência foram lacradas e discursar, pedir e gritar não adiantam. O terror assumiu o controle da sala, e a humanidade vê-se torturada, porque enxerga todas as portas, mas quando se aproxima de alguma, a serra elétrica lhe amputa os braços. Quanto às pernas, estas ficam intactas para que você possa voltar ao seu devido lugar, pois o terror nunca carrega, ele é carregado. Se você comprou o ingresso ou co...