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Mostrando postagens de junho, 2026

CRÔNICAS DA COPA III - A OUSADIA COMPRA A PASSAGEM

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   A Copa do Mundo de 2126 promete ser incrivelmente disputada. O outrora país do futebol, diante da completa verticalização de seus territórios urbanos, que extingue e elitiza os acessos a quadras e campos para a prática do futebol, inviabiliza o asfalto, a pista e o parque e investe em esteiras e supinos “smartíssimos”, está fora este ano. O preço dos prédios a perder de vista e destruição cultural e ambiental a prazo estão na mesa para a seleção brasileira. A terra onde canta o celular está sem sinal. A grana e a grama de mentira encontraram, enfim, seu destino; a mil reais da catraca e a mil léguas do gol.      Muita coisa precisaria acontecer para o Brasil não ir à uma Copa. Muita coisa precisaria acontecer para o Brasil não ser candidato a vencer uma Copa. A diferença é que existem candidatos e candidatos reais, competitivos. Avaliar o que aconteceu na histórica segunda-feira, 29/06/2026, requer a ponderação que a crônica rejeita e o artigo superest...

CRÔNICAS DA COPA II - DEUSES E DEMÔNIOS

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  A Copa do Mundo é sabidamente conhecida pelos atos imortais. Os olhos e as lentes saltam na direção do acontecimento, o que nos leva a reinterpretar o quanto a vida é, mesmo e muito, árdua, milagrosa e perfeita. Perder nos pênaltis sempre será melhor do que não jogar, porque nada habita o deserto seco e árido da morte; não existem lágrimas para secar, produzir, compartilhar ou beber. É na vida que a vida encontra o medo e a coragem, a garra e a vaidade, a desonestidade e a virtude, o sacrifício e a derrota. Por isso, as cenas épicas imortalizam os deuses e demônios do espetáculo. A defesa de Dibu Martinez no final da prorrogação, no jogo da taça em 2022, ou a não defesa de Alisson nos chutes belgas em 2018, em especial o de De Bruynne, roteirizam a imortalidade própria do esporte; não necessariamente justa, mas eterna.  Só que eternidade e definitivo não são sinônimos. Os acontecimentos são eternos. Entretanto, o papel imortal que o jogador ocupará na mitologia não é definit...

CRÔNICAS DA COPA I - PRIMEIRA RODADA ( DO BRASIL AO BASQUETE: BAQUES E BODOQUES )

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  A primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo chegou ao fim. A temporada da NBA de 2025/2026 também; e com ela, o jejum que atormentou os Knicks por 53 anos está oficialmente encerrado. Além de acontecerem no território nefasto promotor de guerras, fome, desigualdade e fratricídio simbólico sobre toda a humanidade, o que mais a saída da fila nova iorquina ensina àqueles que estão dedicados à Copa do Mundo? A trilha que culmina em uma taça é um processo de múltiplos passos. Por isso, ir devagar com o andor é a atitude mais prudente, embora qualquer texto sobre a primeira rodada de uma Copa do Mundo tenha boas chances de envelhecer como leite fora da geladeira. Assim sendo, fatiemos o queijo. O Marrocos fez um chá revelação para o Brasil sobre o quão estática a seleção pentacampeã se tornou. São muitos erros! Por se tratar da esperança das crianças, melhor deixar o queijo em cubos. Dentro de campo, o time de Ancelotti demonstra estagnação tática, lentidão, falta de leitura e...

O ESPORTE EDUCA II

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     De um jeito ou de outro, o esporte educa. A bola sequer rolou e os ensinamentos jorram por todos os canos e ângulos possíveis. Até onde vai a desfaçatez humana? A bola sequer rolou e a Copa do Mundo de 2026 já é histórica, e da forma mais desesperadora. O cartão vermelho dado ao árbitro Somali, considerado o melhor assoprador do continente africano, é uma simbologia trágica sem precedentes. Afinal, nem Hitler em 1936 conseguiu proibir atletas e trabalhadores olímpicos de participarem.      Qualquer um desses filmes americanos que entopem o cérebro brasileiro, como aqueles cheios de explosões, e cujo o fio moral coloca a violência vestida de heroísmo; bom, qualquer um desses filmes, com a mínima percepção dos espectadores podem educar. Você e o Tom Cruise sabem que 7 horas de interrogatório, como aconteceu com o atacante iraquiano, na verdade têm outro nome. A música do mundo é tocada assim há muito tempo. Não há Shakira ou Bad Bunny que consertem. O qu...

O ESPORTE EDUCA I

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      O esporte educa! Em semana de abertura de Copa do Mundo, os últimos acontecimentos do mundo esportivo são pedagógicos em muitas esferas. Embora o noticiário insista em colocar a seleção canarinho como o centro da Terra e continue a pregar uma contraditória “mística concreta” - aquela que levará os nascidos no novo milênio à glória jamais vista –, as notícias mais inúteis e irrelevantes esportivamente são sobre a seleção brasileira e seu último amistoso. Por quê? Porque o esporte educa, ou deveria educar. Com a vênia que o trocadilho exige, aprender com as histórias e narrativas esportivas são dores e prazeres crônicos, sublimes e sufocantes, como costuma ser essa coisa que se chama vida.      O Roland Garros, torneio queridíssimo dos brasileiros pelo carisma de seu tricampeão, Guga, chegou ao fim com o título inédito de Grand Slam de Zverev sobre o italiano Flavio Cobolli. Mas antes de aprender com o alemão, linhas para o Brasil, cuja jornada com bola...